domingo, 5 de dezembro de 2010

Estou aqui… a espera de ti… e agora?


Espera, pára, pára aí… quero sentir o teu corpo, quero sentir as tuas mãos suaves que me aquecem a pele e me fazem suspirar…

Onde estas?

Eu sabia que tu estavas lá… Podia ter metido conversa, podia ter mandado mensagem, podia, podia, podia ter feito tantas coisas, mas as forças fraquejaram a última da hora… podia ter-te telefonado, mas não sabia o teu número, não tinha a quem o pedir, podia também escrever-te uma carta, mas também não sabia a tua morada… Podia ter usado um pombo-correio, mas não acredito que ele conseguisse entregar-te a mensagem…

Com será que é o teu rosto, o teu cabelo, o teu cheiro? Sinto-me numa escuridão imensa, os dias parecem noite que nem Breu.

Pensei, Pensei, Pensei e resolvi inspirar-me no livro “As palavras que nunca te direi” escrevi-te uma carta e aconcheguei-a numa linda garrafa que arrolhei com muito cuido e carinho e joguei-a ao mar… quem sabe tu não a recebas, quem sabe tu não a leias. Eu acredito que sim… mas também acredito que não…

Se perder este fio de esperança, deixo de acreditar em muitas coisas, ou se calhar já deixei mesmo de acreditar… ou ainda credito por pura carolice… Perco os sonhos… por isso não me deixes desacreditar na capacidade de sonhar e amar…

Peço-te que mesmo em lágrimas, te jogues ao mar se vires tal garrafa em alto mar… Lá estão os meus sonhos, os teu sonhos e os sonhos de tantos outros que são tão iguais…

Faz-me acreditar de novo na vida, no amor, na paz e nas serenas e tranquilas noites passadas a lareira no aconchego de alguém de quem gostamos e ama-mos…

Se tu parares de sonhar, muitos outros também o farão, eu também terei de o fazer…

Mas eu ainda quero sonhar, eu ainda quero ser alguém para alguém, alguém de alguém…

Os dois podemos acreditar e fazer outros acreditar também…

Por isso que ainda sonho, por ti, por mim e por todos os outros…

Faz-me acreditar que existes, preenche-me de amor...

Faz-me estarrecer sem pestanejar quando sentir a chave a rodar na porta de minha casa… Pois ai saberei que és tu, que estas a entrar… eu estarei aqui a tua espera… ontem, hoje e sempre…

Celestiais bjs…

Até já, quem sabe tu não estejas já a porta do meu prédio… É só entrar, a porta esta aberta…



Bjs e abraços para todos e até já…

1 comentário:

  1. Sabes qual é o nosso mal? É esperar que as coisas venham ter connosco, é hesitar, é pensar demasiado, é achar que não, é achar que já não é a hora ou ainda não é a hora....
    Quem me dera voltar a ser aquela que sem pensar nas consequências dos meus actos ía, entrava, falava e voltava a sair e nunca estava só.
    beijos
    butterfly

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