quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reino Down…


Hoje, depois de mais de 48 horas sem dormir, porque infelizmente o sono não bate, os medicamentos não funcionam… Lá fui eu a procura de um milagre para os lados das medicinas alternativas. Fui espetado até mais não poder, prometia ser a cura das agulhas, mas infelizmente depois de 4 horas de ter saído da acupunctura, cá estou eu mais desperto que nunca LOL. Acho que as agulhas foram espetadas nos meridianos errados, só pode…


Tal foi o stress com que cheguei, que mais eléctrico não podia estar, resolvi fazer um bolo de maçã e ananás, uma receita a velha moda antiga… Quando comecei a descascar as maçãs lembrei-me do Livro “Como Água para Chocolate” e fui adicionado os ingredientes a medida que me ia lembrando de pessoas que de certa forma tinham sido importantes num ou noutro momento da minha vida… No final o resultado até que foi bastante positivo e bastante delicioso, deixo-vos algumas fotos e o convite para quem o quiser vir provar… Quem provou disse que estava divinal.


Quanto a Alma apresar da distância, forçada e obrigada a que me encontro, tenho vontade de voltar, mas infelizmente também a consciência de que seria um erro crasso, ando irritado e insuportável, que o diga a Lady.


Mas as boas notícias até são outras, parecesse que se vive um certo mar de calmaria pela Alma, acho que foi o espírito do 25 de Abril que trouxe ventos de calmaria…


É engraçado, e hoje mesmo completamente Down, não só eu como também a Lady, ultimamente o ar cá de casa anda pesado, triste e por vezes até meio desorientado… Eis que surge a porta a poderosa a única a magnifica e super poderosa ZAZA… Vinha também ela Down, mas passado dois minutos a contar as news da capital, consegui deixar-nos em estado de choque e obrigou-nos aos dois a soltar uma gargalhada daquelas a Iraquiana, rimos e por momentos pareceu que o pesadelo que vivemos nesta fase da nossas vida não existia… Obrigado Zaza…

Quanto a Outra, palavras sabia minha cara amiga, eu estou desejoso de voltar…




Bjs e abraços para todos…

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Infinito…


Muitas vezes, muitos dias, muitas horas, enquanto a vida corre à nossa volta, não temos outra escolha ou outra oportunidade senão deixarmo-nos ser seres solitários. Penso nisso agora, num momento raro em que te diria tudo o que digo a mim mesmo. É preciso saber apreciar a solidão para saber apreciar a companhia de uma ou muitas pessoas…
O frio está insuportável e as noites parecem infinitas. Obriga-me a fechar ainda mais qualquer coisa indefinida que existe dentro de mim. A varanda do 7º andar é sem duvida alguma, um lugar aprazível e mais próximo do céu onde eu tenho a certeza que vocês estão… Por isso vim aqui. Para tentar ficar mais perto. Faz o abraço que tenho guardado para nós parecer absurdamente diferente de todos os outros. Um instante de transcendência, se é que me é permitida tal presunção... tipo um ponto que se situa entre a raiva e o amor que vos tenho….

A noite promete chuva, vê-se ao longe em alto mar os relâmpagos que de tão intensos criam espelhos de água por segundos. Mas mesmo assim, continuo aqui a tentar alimentar os meus afectos tolos...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Para os RanhososLOL

Hoje numa tentativa de voltar a vida que se faz sentir lá fora, insisti em sair de casa e deixar que o sol banhasse o meu corpo ou parte dele… Foi uma decisão errada acho que eu, regressei a casa cansado, exausto e sem energia nenhuma… Sentia-me tão cansado como a muito não me sentia. Mas a vida é fruto da decisão de cada momento.


Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe...

As escolhas, os amigos que neste momento não estou a cultivar, as leituras que devia fazer e não estou a fazer, os valores que continuo a abraça, os amores que amo, tudo isto são colheitas…

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!

Infelicidade, talvez seja o contrário.

O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Que é sempre tempo de lançar sementes... Que sempre é tempo de recolher os frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!

Hoje perguntei-me varias vezes que é feito dos meus queridos ranhosos, que não lhes tenho ligado nenhuma, que não tenho falado com eles. Eles que me desculpem mas infelizmente não tenho tido cabeça para o telemóvel que continua em silencio, porque me falta a energia para o ligar, a energia para contar o sucedido vezes sem conta… Eles que me desculpem eles que me perdoem…

Queria muito estar com eles, queria muito brincar com eles. O menino do Donuts pede sarilhos e atilhos. O Juanito deve andar stressado aposto, que é feito da Lola e do seu cavaleiro andante e a menina dos desejos espero que esteja bem a boneca Nancy deve andar de cabelos em pé, mas do fundo do coração espero que os nosso piquenos se estejam a portar bem, eles são meninos divinais. A menina da cueca stressada como sempre, desculpa amiga… A Iraquiana que será dela agora. E a menina do pico? A lulu, e todos os outros que por momentos a memoria me atraiçoa e que me fazem esquecer de nomear alguns deles…

Quando me sentir com força prometo retornar ao degredo da Alma e se entretanto me sentir retemperado podemos sempre combinar um almoço ou um jantar…


Bjs e abraços para todos...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que é a morte?


Se há pergunta que me tem perseguido ultimamente esta é uma delas. Porque temos de morrer, porque temos de sofrer, porque temos de viver e porque há pessoas que durante esta pequena existência são seres humanos medíocres e mesquinhos…

Hoje depois de ter falado com alguém sobre esta questão, eis que ela me diz: “- morremos porque é para isso que vivemos uma vida, a de uns maior, a de outros menor…” Mas basicamente vivemos para morrermos. Esta é a suma da nossa existência…

Depois, de ter saído de junto dela, continuei insatisfeito com a resposta… Recordei o dei em que as minhas avôs Augusta e Olívia partiram…

Para mim hoje a Morte é o fim de um ciclo de vida, quando a matéria corpo desgastada ou não das suas atividades precisa se decompor para ser reciclada.

Morremos, para darmos espaço para outros viverem. É tipo as folhas de uma árvore, que só é bonita porque as folhas se renovam. Assim é o mundo, que precisa de folhas novas para continuar bonito, mesmo que algumas arvores sejam muito feias…



Será que há vida para além da morte?