domingo, 2 de outubro de 2005

Uma espécie de dor

O primeiro beijo que me deste, guardei-os no fundo da alma, despi-os de sentimentos e fizemos amor por entre palavras caladas, tecidas a seda. Depois adormeci no teu olhar fechado, penetrei nos teus sonhos e acordei nos teus lábios onde me perdi com mais um beijo eterno.


No teu peito construo o meu templo, onde no altar pus o teu coração que venero em sacrifício para que esse já mais deixe de bater por mim.

As saudades que por ti sinto são compensadas por um saber que existes e por um sentimento de que estas sempre comigo. Apesar dos nossos corpos não se tocarem, todas as noites a minha alma busca a tua e dançam as duas num ritual de amor-perfeito, que me deixa cada dia mais confiante e apaixonado por ti.



Voei pela terra e pisei o luar, mudei os sentimentos e inverti o sentido da vida. Já não sou quem conheces-te e nunca nada será igual. Se algum dia pensas-te que me conheces-te enganas-te, porque nunca me encontras-te na minha para sempre vida, mas nos cruzamos pelos caminhos da mesma.

Por te ter sorrido não te mostrei simpatia, por te ter falado não desabafei contigo, por te ter abraçado jamais te aceitei, aprendi com a mágoa, falando-me das lágrimas em que se tornou sorriso por ti em tempos desprezado. Deste-me o corpo quando eu queria a alma agora podias-me dar a vida, mas essa já não me interessa.

No olhar perdido eu vi o caminho, numa só palavra encontrei o sentido da vida, e num só gesto teu senti-me feliz.

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